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terça-feira, 18 de agosto de 2026

APRENDER A ESTAR CALADO

Há momentos na vida em que precisamos de aprender a estar calados. Não porque não tenhamos nada para dizer, mas porque percebemos que nem tudo merece uma resposta, uma explicação ou uma discussão. O silêncio é uma forma de inteligência. É saber ouvir antes de falar, observar antes de julgar e pensar antes de reagir. Muitas vezes, uma palavra dita no momento errado pode ferir mais do que imaginamos, enquanto o silêncio pode evitar conflitos que jamais precisariam de existir.

Aprender a estar calado é também aprender a respeitar. Respeitar o espaço do outro, as suas dores, as suas escolhas e até os seus silêncios. Nem sempre precisamos de aconselhar, corrigir ou mostrar que temos razão. Às vezes, a maior prova de carinho é, simplesmente, permanecer ao lado de alguém, sem exigir palavras. Há, ainda, um silêncio que nasce da maturidade. É aquele que surge quando deixamos de sentir necessidade de justificar quem somos.

Quem nos conhece verdadeiramente não precisa de explicações; quem decidiu não nos compreender, dificilmente será convencido por elas. Com o tempo, aprendemos que responder a tudo é cansativo, explicar tudo é desnecessário e discutir tudo é uma forma de perder paz. Então começamos a escolher as nossas batalhas, a guardar certas palavras e a compreender que o silêncio também pode ser uma resposta digna.

Mas estar calado não significa ser indiferente. Significa saber quando falar e, sobretudo, quando não falar. Porque há silêncios que são cobardia, mas há outros que são sabedoria. Aprender a estar calado é aprender a escutar o mundo, os outros e, principalmente, a nós próprios. Aprender a estar calado é, talvez, uma das maiores conquistas da maturidade: não sentir necessidade de responder a tudo o que nos incomoda.

Às vezes, o silêncio não é ausência de palavras. É presença de paz!


Helena Sacadura Cabral

imagem Google


domingo, 26 de julho de 2026

O Pensamento de Mark Twain

 "Se fosse possível cruzar um homem com um gato, o que melhoraria seria o homem; não o gato!"

Mark Twain


Esta citação reflete a famosa admiração de Mark Twain pelos gatos, sugerindo que a natureza independente, calma e nobre do felino faria bem à complexidade e aos defeitos humanos. IA


Mark Twain dividiu sua casa com até 19 gatos ao mesmo tempo.




domingo, 14 de agosto de 2022

Jean-Jaques Sampé (17/08/1932 -14/08/2022)

 O Cartoonista Jean-Jaques Sampé criador da ilustrações de "O menino Nicolau"   em conjunto com o escritor René Goscinny, na década de 1950


E também dos seus gatos ... 






terça-feira, 16 de abril de 2019

RIP Maria Alberta Menéres

Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres foi uma professora, jornalista escritora portuguesa e poeta.
Faleceu a 15 de abril de 2019 aos 88 anos de idade.


 
Foi minha professora de Literatura Infantil no  Curso de Educadores de Infância, na Escola João de Deus, nos anos 80 ... uma professora que nunca esqueci e uma grande escritora.

Foi com a lenga-lenga do Sr vento a primeira historia, que iniciei a minha carreira de educadora ...

Lengalenga do VentoMaria Alberta Menéres

Andava o senhor vento
Um dia passeando
Encontrou a formiga:
– Senhor vento, que força!
Lá caí de barriga!
Andava o senhor vento
Pé ante pé na vinha
quando avistou um cão:
– Senhor vento, que força!
Fui de focinho ao chão!
Andava o senhor vento
Bailando no Olival
Quando viu um lagarto:
– Senhor vento, que força!
Já nem por aqui escapo…
Andava o senhor vento
Correndo no jardim
Quando ouviu uma flor:
– Senhor vento, que força!
Tenha pena de mim.
Andava o senhor vento
A rir pelo pinhal
Quando ouviu a galinha:
– Senhor vento, que força!
Uma pinha na pinha!
Andava o senhor vento
a brincar pela rua
Quando viu uma cereja:
– Senhor vento, que força!
Não me empurre, que aleija!
Então o senhor vento
foi para o alto do monte
e encontrou um moinho:
– Senhor vento, que bom!
Eu estava tão sozinho!

Maria Alberta Menéres (Vila Nova de Gaia, 25/8/ 1930)
Professora, tradutora, jornalista, poetisa e escritora infanto-juvenil, mãe da cantora Eugénia Melo e Castro

sábado, 20 de fevereiro de 2016

RIP Umberto Eco


O escritor e filósofo italiano Umberto Eco, morreu, no dia 19 de fevereiro de 2016, sexta-feira, aos 84 anos, na sua residência, em Milão

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A livraria Espaço Ulmeiro, na Av do Uruguai, em Benfica

A livraria Espaço Ulmeiro, em Lisboa, corre o risco de encerrar, ao fim de quase 50 anos de atividade, ... Vá ver o gato e compre um livro assim evitamos o seu encerramento (sugiro esta campanha) 



sábado, 23 de janeiro de 2016

Escritores e poetas e os seus gatos

Ernest Hemingway adorava gatos. Um de seus gatos tinha 6 dedos. Os filhotes seguintes que herdaram essa característica se transformaram em atrações turísticas da casa/museu do escritor. 

"Um gato tem honestidade emocional absoluta: os seres humanos, por uma razão ou outra, pode esconder os seus sentimentos, mas o gato não."


Jean Cocteau: poeta, cineasta e dramaturgo, um homem multifacetado. Faleceu em 1963, aos 74 anos, de problemas cardíacos.

"Se eu prefiro os gatos aos cães é porque não existem gatos policiais."


Joseph Brodsky, 24 Mai 1940 // 28 Jan 1996
Poeta/Ensaísta - Nobel 1987


"O homem é aquilo que lê."



Ray Douglas Bradbury foi um escritor de contos de ficção-científica norte-americano de ascendência sueca. Foi o terceiro filho de Leonard e Esther Bradbury. Por causa do trabalho de seu pai, viajou por muitas cidades dos Estados Unidos, até que em 1934 sua família fixou residência em Los Angeles, Califórnia. Morreu aos 91 anos, de causas não divulgadas.



“Meu trabalho é fazer vocês ficarem apaixonados.”

domingo, 16 de agosto de 2015

Eça de Queiroz, faz 115 anos que nos deixou ...

Neste mesmo dia, em 12 de agosto 1900, morre Eça de Queirós, um dos maiores escritores de língua portuguesa.

Também tinha um gato, ... o Gato dos Maias, de nome  D. Bonifácio de Calatrava.  

“…Este pesado e enorme angorá, branco com malhas louras, era agora (…) o fiel companheiro de Affonso. Tinha nascido em Santa Olavia, e recebera então o nome de Bonifacio: depois, ao chegar á edade do amor e da caça fora-lhe dado o appellido mais cavalheiresco de D. Bonifacio de Calatrava: agora, dorminhoco e obeso, entrara definitivamente no remanso das dignidades ecclesiasticas, e era o Reverendo Bonifacio...”
(..)
“O reverendo Bonifacio, que desde que se tornara dignatario da Egreja comia com os senhores, lá estava já, magestosamente sentado sobre a alvura nevada da toalha, á sombra de algum grande ramo. Era alli, no aroma das rosas, que o veneravel gato gostava de lamber, com o seu vagar estupido, as sopas de leite servidas n'um covilhete de Strasburgo, depois agachava-se, traçava por diante do peito a fofa pluma da sua cauda, e, de olhos cerrados, os bigodes tesos, todo elle uma bola entufada de pello branco malhado de ouro, gosava de leve uma sesta macia.
(..)
“Carlos, (…) contou o fim do reverendo Bonifacio. Morrera em Santa Olavia, resignado, e tão obeso que se não movia. E o Villaça, com uma idéa poetica, a unica da sua vida de procurador, mandára-lhe fazer um mausoléo, uma simples pedra de marmore branco, sob uma roseira, debaixo das janellas do quarto do avô.

in “Os Maias”, Eça de Queiroz

 Afonso da Maia (João Perry) com o seu gato, Reverendo Bonifácio, 
no filme de João Botelho