domingo, 8 de junho de 2014

Projeto ‘Fat Cat Art'



Faz do gato da mãe protagonista de pinturas clássicas


Svetlana  Petrova, uma artista russa, perdeu a mãe há seis anos e ficou encarregue de tomar conta do seu gato, Zarathustra. Pouco depois decidiu fazer do seu animal de estimação protagonista de pinturas clássicas e lançou um negócio online, o ‘Fat Cat Art’.

Pode acompanhar o trabalho de Svetlana Petrova através do facebook e do seu site
 

Svetlana Petrova,

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Oficina de Cerâmica no Atelier de António Vasconcelos Lapa

Jornadas Pedagógica SPGL2014 - AÇÃO nº5 14 de março e 4 de abril

 Atelier de cerâmica - Rua Coelho da Rocha 69 - Campo de Ourique 


António Vasconcelos Lapa

 














 Execução das peças - 1ª sessão


 vidragem e pintura - 2ª sessão


 Depois a cozedura no forno




domingo, 2 de março de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Dia Mundial do GATO - 17 de fevereiro


O Gato

Vinicius de Moraes

Com um lindo salto
Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
Se num novelo
Fica enroscado
Ouriça o pêlo, mal-humorado
Um preguiçoso é o que ele é
E gosta muito de cafuné
Com um lindo salto
Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando à noite vem a fadiga
Toma seu banho
Passando a língua pela barriga

domingo, 19 de janeiro de 2014

Eugénio de Andrade nasceu a 19 de Janeiro de 1923, faria hoje 91 anos!


ACERCA DOS GATOS


Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhor dele, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.

© EUGéNIO DE ANDRADE
In O Sal da Língua

sábado, 18 de janeiro de 2014

Ary dos Santos - 30 Anos depois da sua morte


Os gatos

Gosto do gato do gato gosto
que é animal irracional
de fino gosto.
Tem tanto trato tanta finura
que mata o rato com requintes de ternura.

Gosto do gato do gato gosto
que é animal irracional de fino gosto.
Lembro que um dia na sacada do meu prédio
havia um gato matulão com malapata
amava ele com paixão mas sem remédio
arisca gata porque aristocrata.

Fazia versos de sardinha prateada
ramos de espinhas com cheirinho a maresia
e a gata persa com esmeraldas na mirada
nunca ligava ao carapau nem à poesia.


Gato vadio animal da minha vida
gato com cio confessando-se ao luar
gato telhado esfomeado e sem guarida
e a gata persa que só come caviar.
Gatos de rua eriçados de verdade
lambendo os restos que há no fundo do desgosto
gato Cesário dos poemas da cidade
com olhos verdes que é a cor de que eu mais gosto.

José Carlos Ary dos Santos (1937 – 1984)