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segunda-feira, 30 de março de 2015

A ciência prova: gatos são terapeutas holísticos

Estudos científicos têm demonstrado que os gatos são mais do que bons amigos e animais de estimação. Eles são verdadeiros terapeutas e podem ser uma ótima opção para pessoas que sofrem de doenças, principalmente cardíacas.
Sabia que possuir um gato pode reduzir o risco de ataque cardíaco? Essa descoberta foi resultado de um estudo com cerca de 4.000 americanos por pesquisadores da Universidade de Minnesota. Depois de 10 anos de pesquisa, os donos de gatos apresentaram um risco de 30% a menos de sofrer ataque cardíaco, em comparação com aqueles que não possuem gato.


Em um outro estudo recente, a Dra. Karen Allen, uma pesquisadora da Universidade Estadual de Nova York, descobriu que corretores com hipertensão que adotaram um gato, tiveram menores leituras de pressão arterial em situações estressantes do que aqueles que não possuem o animal de estimação. No início do estudo, os corretores foram prescritos com o remédio anti-hipertensivo Lisinopril. Metade dos participantes foram selecionados aleatoriamente para obter um cão ou gato como animal de estimação. Seis meses depois, Allen e seus colegas realizaram testes com os participantes para medir alterações na pressão arterial. Eles descobriram que a pressão arterial induzida pelo estresse continuou a subir nos corretores sem animais de estimação. Os corretores com animais também tiveram aumentos na pressão arterial, mas de apenas metade se comparado com o outro grupo.


Nessa pesquisa, que foi publicada no site da Univesidade de Buffalo e apresentada à Associação Americana do Coração, concluíram que os gatos controlam a pressão arterial melhor do que os medicamentos inibidores da enzima conversora da angiotensina (também chamados de inibidores da ECA), que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos. Sendo assim eles são, literalmente, mais eficazes na regulação dos níveis de pressão arterial do que a medicina moderna.

Cura Psicológica

 
Além de melhoria na saúde do coração, os gatos também auxiliam na produção de oxitocina no cérebro. Em um estudo publicado na revista Frontiers of Psychology, pesquisadores concluíram que os gatos, por causa do impacto que têm sobre os nossos níveis de oxitocina, são capazes de reduzir a agressão, aumentar a empatia, aprimorar a aprendizagem e produzir um aumento da confiabilidade em outras pessoas. A oxitocina é um hormônio produzido no hipotálamo, conhecido como hormônio do amor. Quando isso acontece, os níveis de cortisol (hormônio do stress) diminuem, promovendo uma sensação de bem estar físico e emocional, deixando corpo e mente em harmonia, fortalecendo o sistema imunológico, dentre outros benefícios.



O Ronronar dos Felinos

Alguns especialistas vão ainda mais longe e afirmam que o ronronar dos gatos pode curar graças às vibrações e sons graves que produz. De acordo com um artigo publicado na revista Scientific American, os gatos ronronam com um padrão consistente de frequência entre 25 e 150 hertz. 

Cientistas demonstraram que os felinos produzem o ronronar através de movimentos intermitentes da laringe e dos músculos do diafragma, e concluíram que as frequências de som nesse intervalo podem melhorar a densidade óssea e promover a cura de células.
Os pesquisadores afirmam que, como o gato conserva energia através de longos períodos de descanso e sono, é possível que o ronronar seja um mecanismo que estimula músculos e ossos sem gastar muita energia.
A resistência desses animais tem facilitado a noção de que possuem “nove vidas” e o ronrom pode fornecer uma base para essa mitologia felina.
Embora seja tentador afirmar que os felinos ronronam porque estão felizes, é mais plausível que o ronronar seja um meio de comunicação e uma fonte potencial de auto-cura. 
Esta descoberta pode fornecer ajuda para a medicina moderna, contribuindo para o tratamento de osteoporose e atrofia muscular.

Apesar das diversas pesquisas atuais, os dons do gato não eram segredo para os nossos ancestrais, principalmente para os antigos egípcios, que os tratavam como deuses. Eles eram adorados, sendo muitas vezes retratados em hieróglifos repletos de jóias. Além disso, naquela época matar um gato mesmo por acidente, era considerado um ato criminoso punível com a morte. 
Os gatos podem não serem deuses, mas temos evidências suficientes com relação aos seus poderes de cura e podemos concluir que eles são verdadeiros terapeutas holísticos. Com estas novas descobertas, não existem dúvidas quanto à sua influência positiva na saúde dos seres humanos.





Na mitologia egípcia, Bastet é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres

Kitten Therapy: The Prescription for Stress


video

retirado e adaptado de http://despertarcoletivo.com/

sábado, 21 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

Cali – O Cavalo-Guia

Esta é a a história de Mona Ramouni e Cali o seu cavalo-guia.

Desde que não se esteja num país muçulmano é comum encontrar invisuais guiados por cães-guias.
Para os muçulmanos, no entanto, cães são considerados animais impuros dai que nenhum cego crente deva ter nenhum desses animais.

Mona Ramouni, uma estudante de psicologia com 28 anos a viver em Dearborn no Michigan nasceu prematuramente aos seis meses e ficou cega logo a seguir ao nascimento e toda a vida teve de se resignar à sua condição sem qualquer ajuda de um animal guia.

Tudo mudou quando em Abril de 2008 ela  se deparou com um artigo sobre cavalos-guia em miniatura
.
“Era algo que nunca tinha pensado para mim”, disse ela mas, depois a ideia ganhou força e decidiu avançar.
Os amigos não a incentivaram mas Mona nunca desistiu.
“Quanto mais me diziam para eu não o fazer, mais eu queria fazê-lo. Tinha chegado a um ponto da minha vida em que não me queria contentar com o que tinha se podia ter mais.”

Não foi fácil.

As pessoas diziam : ” Não vais encontrar um ferreiro que cuide dos cascos do cavalo, nem um veterinário”.

Depois de conseguir convencer a família a deixá-la a montar uma cavalariça improvisada no jardim da casa, ela conseguiu também tudo o resto que precisava e empregou-se numa empresa de revisão de Braile para poder pagar o cavalo e o seu treino como animal de guia.

Demorou três anos mas, finalmente obteve o que tanto desejava.

Agora, acompanhada do seu fiel amigo e guia Cali, ela já vai para todo o lado que quer.


Orgulhosa, diz: ” “Ele é um cavalinho fantástico e quero ir a todos os lugares onde antes nenhum dos dois podia ir”.


Uma pausa refrescante enquanto Mona facilita que Cali possa beber alguma água.


Cali mede cerca de 80 centímetros de altura e foi ensinado a  ficar quieto dentro de casa.
Dessa forma ele pôde assistir com a companheira a um seminário universitário no Michigan.
“Mais do que até mesmo a independência, descobri que Cali me mostrou que existem possibilidades.”
Foi desta forma que Mona finalizou a sua descrição sobre a satisfação de ter aquele novo amigo.


 Compenetrado, Cali ajuda Mona a atravessar a rua.

 retirado de https://notivaga2010.wordpress.com/

O Primeiro Gato Guia do Mundo: Os Gatos Podem ser Guias?

Convido-vos a recuar algumas décadas no tempo e conhecer a fabulosa história do primeiro gato guia do mundo.

Em 1947, uma senhora invisual chamada Carolyn Swanson, foi destacada na revista LIFE com o seu animal de estimação muito especial: um gato chamado Bebé que a levava com segurança para todos os lugares onde ela precisava de ir. É o primeiro gato guia de que há registo no mundo.

O felino ajudava a dona a sair de casa, atravessar estradas e fazer a sua vida normal, tarefas bastante invulgares num gato e onde os cães são claramente os maiores especialistas. 

Deixamos algumas fotos da senhora Carolyn e o seu gato Bebé.

Primeiro gato guia da história 

Primeiro gato guia da história 

 Primeiro gato guia da história 

Primeiro gato guia da história

 Primeiro gato guia da história

Primeiro gato guia da história

Primeiro gato guia da história

Primeiro gato guia da história

Primeiro gato guia da história

Primeiro gato guia da história

Primeiro gato guia da história

Primeiro gato guia da história 

Primeiro gato guia da história

Gatos podem ser guias de invisuais?

A forma como os gatos vêem o mundo é bastante diferente da nossa. Os olhos dos gatos estão mais adaptados para ver na escuridão, onde são melhores do que nós, mas a visão diurna é claramente inferior – uma espécie de versão desfocada e algo descolorida daquilo que nós vemos.

O alcance é também diferente: nós conseguimos distinguir objetos até cerca de 180 metros à nossa frente, enquanto que a visão do gato não supera os 60 metros.

Além disso, enquanto que os cães têm uma história evolutiva mais próxima dos seres humanos e foram treinados para executar tarefas específicas em nosso benefício, a história da domesticação dos gatos é bastante diferente, não sendo aliás animais propensos a ser treinados ou seguir ordens.

Portanto, a resposta à pergunta terá de ser: (geralmente) não.
Contudo e em situações esporádicas, os gatos parecem desempenhar com relativo sucesso a função de guia.

Existiram mais gatos guias?

Gato guia Admiral K’remePara além desta história da senhora Carolyn e o seu Bebé, têm aparecido ocasionalmente histórias semelhantes.


Robert Sollars, um consultor de seguros do Arizona, ficou cego em 2003 devido a retinopatia diabética e o seu gato, chamado Admiral K’reme, tornou-se imediatamente seu ajudante nas tarefas do dia a dia.

O gato guiava o dono pela casa, antecipando os seus movimentos e miando pelo caminho que Robert queria seguir. Robert chegou a contar que o gato estava inclusive atento ás suas idas ao WC durante a noite e não parava de miar enquanto ele não encontrasse o caminho de regresso ao quarto.

Existem também pelo menos duas histórias de gatos guias, não de humanos mas de cães invisuais. Em 2008 surgiu uma história, relatada no Animal Intelligence, sobre uma gata chamada Libby que guiava a sua amiga canina, chamada Cashew, evitando que fosse contra obstáculos e acompanhando-a até ao prato da comida. Só se separavam quando a Cashew ia passear à rua com os donos.

No Mundo dos Animais já publicamos um caso semelhante, do cão Terfel que perdeu a visão devido a cataratas, cuja vida mudou quando a sua dona adotou uma gatinha abandonada a que deu o nome de Pwditat. A pequena felina incentivou o amigo canino a sair de casa e começou a acompanhá-lo de perto das saídas para o jardim.

“Nunca tinha visto nada assim – a maioria dos gatos e dos cães odeiam-se. Mas a Pwditat parecia saber imediatamente que o Terfel é cego. Ela usa as patas para o guiar. Estão muito ligados um ao outro e agora até dormem juntos.” relatou na altura a dona dos dois animais, Judy Godfrey-Brown.

retirado de  http://www.mundodosanimais.pt/

sábado, 7 de março de 2015

O momento em que Charlie Brown conheceu Snoopy


Ilha japonesa que foi invadida por gatos




A ilha de Aoshima, no sul do Japão, podia ser só mais uma no mundo não fossem os seus habitantes. Não, não estamos a falar de seres humanos, mas sim de gatos. 
Os gatos são alimentados pelos turistas.
Estes animais, segundo o Telegraph, foram trazidos para a ilha com o intuito de combater uma praga de ratos que assolava os barcos dos pescadores. E por lá ficaram... E multiplicaram-se. 
Na ilha vivem cerca de 20 pessoas e mais de 120 gatos. Isto é, seis gatos para cada ser humano. 
Em 1945, viviam cerca de 900 pessoas na ilha, mas muitas emigraram para as grandes cidades depois da II Guerra Mundial devido ao declínio das pescas. Hoje em dia, vários turistas visitam diariamente Aoshima, já conhecida como a ilha dos gatos. Mas a visita pode revelar-se complicada para estes curiosos, uma vez que não existem restaurantes, carros, lojas nem quiosques a vender comida. Aliás, são estas pessoas que alimentam os animais, que sobrevivem à base de arroz, barras energéticas ou batatas, dadas pelos visitantes. 
Quem não lhes acha tanta graça são os poucos habitantes de Aoshima, que os afastam de sua casa. Estão a tentar controlar a população felina da ilha e já castraram pelo menos dez gatos.